Suricate

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Estou, sim?

















Estou tão pouco habituada a que pessoas de fora do âmbito do trabalho (sem contar com MorMeu e meninas) me liguem, que o primeiro instinto é, a seguir ao olá tudo bem, perguntar, então diz, em que posso ajudar, que é como quem diz, qual é o favor que vais pedir.
Foi por isso com muita surpresa que hoje ao receber um telefonema de um número que nem reconheci após os cumprimentos habituais surgiu a minha habitual disponibilidade, mas do outro lado a resposta foi:
"Nada, não preciso de nada, só quero mesmo, saber de ti, estar contigo, ver como estás, almoçamos juntas um dia destes?"
Depois dos longos segundos que demorei a assimilar o convite, aceitei.
 
As boas surpresas de um dia, às vezes estão ao virar da esquina quando menos esperamos, depende de nós recebê-las de braços abertos, ou ante elas cruzarmos os braços.

"A idade é um posto" É?
















Porque é que as pessoas de uma certa idade (pelo menos as que eu conheço), porque têm a idade que têm acham que podem tudo? Que podem dizer, que podem fazer o que lhes dá na real gana?!
Porque será que perdem a noção de limite do que podem e do que não podem?!
Ainda por cima abanam com o argumento da idade como se fosse uma bandeirinha.
Sim, atingir uma determinada idade significa atingir um conhecimento sobre a vida (ou não) que não está ao alcance dos mais novos, só por isso já merecem um evidente respeito. Mas isso não lhes dá o direito de pensar que as suas ações quando lesam e interferem, colidindo com o espaço de terceiros, não vão ter consequências. Quando isso acontece é tarde para a conversa do coitadinho...
 
Exijo aos outros o mesmo principio que tenho na vida para mim mesma. Assumir as responsabilidades dos meus atos é inquestionável para mim, logo ajo da mesma forma com os outros, tenham a idade que tiverem. Sejam quem forem.
Não vou atrás de ninguém explicar o que faço e porque faço, mas não fujo.
Quem tiver dúvidas que pergunte.
Se há uma atitude, há o assumir dessa atitude e das consequências que dela possam advir. A meu ver quanto mais idade temos, mais responsabilidade sobre as nossas ações e não o inverso. Acho inaceitável a desresponsabilização paternalística que há a tendência de se ter perante os mais velhos "Ó coitado, deixa lá, não fez por mal, já tem a idade que tem..."
"Sabes como é, é da idade..."
"Sempre agiu assim, não é agora que vai mudar..."
"Eu, na minha idade, já posso..."
São os argumentos que muitas vezes deixam de ser argumentos para serem chantagens que os mais velhos, exatamente por serem mais velhos, deviam ter vergonha (mas não têm) de usar.
 
Assumir a responsabilidade das nossas atitudes é algo que começa a aprender-se no berço, mas há muito quem já perto do caixão ainda não saiba (ou não queira saber) como se faz.
 
 
nota de rodapé: Para algum leitor mais desatento que por aqui passa de vez em quando e que pode fazer leituras a viés e tirar conclusões precipitadas, a pessoa na origem deste texto é meu pai...eu sabia que o abraço tinha os dias contados...isso, a vida já me ensinou. 

domingo, 31 de Agosto de 2014

És pior que as tuas filhas!
















Foi o que ouvi ontem quando desatei a correr para ir andar de balancé!
Gosto tanto, gosto mesmo muito, a cada volta que dou é como se sentisse o tempo a andar para trás e leva-me ao tempo em que ao menos em cima do balancé eu não tinha peso, sentia-me leve, uma pena, sentia-me um pássaro...abria as asas e voava.

Perguntinha rápida

Qual é o vosso palpite:
Quantas vezes vai passar em loop tanto na TVI, como na TVI24 a entrevista da Judite com o Cristiano?
Eu já vi a repetição ser anunciada por duas vezes. Será que vai ser como as reportagens sobre o que aconteceu na praia do Meco?!

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Coisinhas capazes de me levar à loucura*

Aquele tipo de mulher que por estar em cima de quinze ou vinte centímetros de tacão te passa o braço por cima dos ombros e faz de ti cabide enquanto resfolega um "Olá querida!"(só porque precisa de mim) e descansa os calcanhares!











Os meus olhos rosnaram-lhe de uma maneira que acho que por segundos ela acreditou que eu era capaz de morder!

...da Judite...

Vi a entrevista. Impressionou-me (não necessariamente pela positiva) vê-la em frangalhos tanto fisica como psicologicamente. Dizem que foi ideia do Ronaldo. Não sei se "compro". Nada acontece por acaso e o Ronaldo está rodeado de agentes, assessores disto e daquilo...e ia ser por acaso, que iam marcar uma entrevista no ano em que ele mais troféus guardou no museu, para a transmitir...por acaso...na noite em que ele ganha mais um...não me parece.
 
Quanto à Judite conhecia tinha eu 23 ou 24 anos, foi de raspão e foi coisa de minutos, mas foi o suficiente para perceber que já na altura, quando ainda não era ninguém ela se achava alguém. Isso bastou-me para ficar com uma ideia negativa dela, que mantenho até hoje.
 
É, na minha opinião, uma "workaholic" foi por isso sem surpresa que a ouvi dizer que "o trabalho nos salva". É o que ela pensa, eu não concordo. O trabalho distraí-nos e absorve a nossa atenção, desviando-nos muitas vezes daquilo que realmente é importante que é a nossa vida pessoal. Na minha opinião quem não tem uma vida além do trabalho não é uma pessoa feliz.
Eu quando era jovem trabalhava 16 horas a fio ou mais se fosse preciso, voluntariamente.
Quando nasceram as minhas filhas não deixei de trabalhar, mas trabalho muito menos, ainda assim todo o tempo me parece, ainda hoje, pouco, para estar com elas.

Resumindo e concluindo acho um regresso precoce. Queira Deus, Deus queira que eu não tenha razão e que não tenha sido ela a pedir para voltar, porque se assim foi há duas coisas que vão sair prejudicadas, a saúde dela, porque um luto é um luto e cada um de nós precisa de um tempo diferente para o fazer (quanto mais da perda de um filho) e o trabalho dela...porque pode demorar-se décadas a construir uma imagem profissional, mas basta um erro, uma falha para nada voltar a ser como antes, e no caso dela, na minha opinião esse erro foi ontem, cometido.
Foi uma entrevista de Ronaldo a Ronaldo, onde a Judite é "apenas" a jornalista convidada.