Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

O Melhor do Mundo? As Crianças!

Em minha casa não existe o hábito de dar presentes nesta data, celebra-se com brincadeiras que elas gostam, com tempo juntos em família, mas presentes, não. Por isso hoje de manhã estranhei a pergunta:
A C:
"Mãe, posso-te pedir uma coisa para logo?"


(Neste dia fazemos sempre o menu que eles mais apreciam, certo?
E agora estão todas vocês a pensar "sim, sim, batatas fritas, bife, ovo estrelado..."
Errado.)
"Claro que sim, boneca!"
"Será que me podes fazer uma feijoada!?"
Nada como pedidos assim simples e fáceis de realizar!

Não percebo

Soube por acaso há poucos dias uma coisa que me deixou perplexa: Hoje em dia em Portugal (como temos as nossas contas equilibradas, não devemos nada a ninguém e particularmente no sector da saúde tudo rola sobre rodas, toda a gente sabe que o Estado é o mais caloteiro dos pagadores...) as senhoras conseguem nos hospitais públicos com a maior das facilidades cirurgias estéticas que há poucos anos atrás eram o sonho inalcançável de qualquer uma:
 Retiram-se os pneus da zona abdominal, reduz-se ao tamanho das maminhas, corrige-se a cana do nariz, algo que antigamente era privilégio só ao alcance do jet-set. Não me interpretem mal, eu não acho mal, o que não está certo é ao mesmo tempo que isto acontece haver velhinhos em aldeias do Alentejo ou em Trás-os-Montes a morrer porque não têm dinheiro para comprar todos os medicamentos que precisam, ou gente que anda quilómetros para ir ao hospital durante horas porque não pode pagar a ambulância e outros tantos sem médicos de família que entretanto foram para a reforma mais cedo e não são substituídos.
 São coisas deste tipo, neste meu país, que eu não percebo.

Alguém me explica



Como se eu tivesse seis aninhos como é que ontem estavam 35 graus ao fim da tarde e passadas três ou quatro horas chovia, trovejava e estava frio?!
 Os Deuses devem estar loucos

Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Se eu fosse a minha mãe...

...um par de estalos e eu resolvia o teu problema!

"So when she studies the Greek balance sheet and demands measures she knows may mean women won't have access to a midwife when they give birth, and patients won't get life-saving drugs, and the elderly will die alone for lack of care – does she block all of that out and just look at the sums?
"No, I think more of the little kids from a school in a little village in Niger who get teaching two hours a day, sharing one chair for three of them, and who are very keen to get an education. I have them in my mind all the time. Because I think they need even more help than the people in Athens." She breaks off for a pointedly meaningful pause, before leaning forward.
"Do you know what? As far as Athens is concerned, I also think about all those people who are trying to escape tax all the time. All these people in Greece who are trying to escape tax."
Even more than she thinks about all those now struggling to survive without jobs or public services? "I think of them equally. And I think they should also help themselves collectively." How? "By all paying their tax. Yeah."
It sounds as if she's essentially saying to the Greeks and others in Europe, you've had a nice time and now it's payback time.
"That's right." She nods calmly. "Yeah."
And what about their children, who can't conceivably be held responsible?
 "Well, hey, parents are responsible, right? So parents have to pay their tax."
Declarações de Christine Lagarde ao "The Guardian"

Como se fosse a preto e branco

Ando há tempos a pensar como hei-de explicar o momento que marcou o meu fim-de-semana. Lá em casa começamos uma daquelas tarefas que começa assim: "Um dia destes temos de.." e passaram os dias e passaram os meses, de repente os anos e nós aqui estamos...a família cresceu, mas é preciso cristalizar os momentos que a nossa memória vai deixar que se percam com o tempo. Arregaçaram-se as mangas e começou-se. Agora todos os domingos temos uma viagem no tempo garantida enquanto se gravam cassetes, vêm-se filmes de família, eu rio e choro ao mesmo tempo.
Nostalgia estranha esta, porque ao olhar para elas, é uma nostalgia boa, saudades de as sentir encaixadas em mim, mas orgulhosa do seu crescimento. Esta mistura agridoce deixa-me assim. Mal posso esperar pelo próximo Domingo para voltar a ver a minha papagaia sorridente mais velhinha ou a minha beijoqueira rechonchuda mais novinha quando falava algaraviês!

11 por todos todos por 11

Ouçam o conselho do Guilherme, menos preguiça, menos publicidade, menos vedetismo, mais trabalho, mais esforço e espírito de equipa, mais concentração e muito treino, se forem como ele diz honestos, corajosos e trabalhadores, talvez, mas só talvez desta...não morram na praia. Eu como sou uma sonhadora, apesar de já conhecer o fim da história, vou voltar a sonhar, pelo menos por alguns dias ...

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Se arrependimento matasse...

...eu já tinha morrido!

Eu que alimentei um ódio de estimação visceral às minhas roupas de jovem adolescente, nunca sonhei, nunca sequer de raspão me passou pela cabeça algum dia ouvir:
"Oh Mãe! Não quero acreditar! Tu deste a tua roupa toda?! Como é que tu foste capaz de fazer isso? Nem quero imaginar, as tuas blusas, as camisolas em crochet! Ai que raiva! Não te atrevas nunca mais a dar a tua roupa, mãe, guarda, porque eu vou adorar vesti-la!"

Nos últimos dias a mais velhinha tem andado toda fashion com uma das únicas pièce-de-résistence que guardei no baú e que ela no outro dia quando o escabulhava furiosamente, vitoriosa descobriu, uma camisolinha rosa forte que eu usei tinha para aí 5 ou 6 anos sei lá, não quero fazer as contas (nem à idade, nem às diferenças de peso ou de estrutura fisíca...)

Porque é que na altura eu não me lembrei que a moda é um bocado como aquela música do "Oh tempo volta p'ra trás..." com pequenas pinceladas de diferente. A partir de agora, por muito improvável que me pareça vou resistir aos impulsos, até porque mais tarde ou mais cedo em vez de velha, a minha roupa vai ser vintage!