Suricate

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Pais&Filhos

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No caso, sobre o que me apetece escrever, eu a filha ele o pai.
 
Pelos comportamentos que observo à minha volta, vejo muito acontecer aquilo a que costumo chamar (desde que vi o filme) o fenómeno de Benjamin Button, eu explico, quanto mais idosas são as pessoas com quem lidamos, mais se desenvolve o nosso sentido paternalista, ou maternalista, uma não sei que tendência para os tratar como se fossem crianças outra vez. Há uma condescendência implícita em todas as atitudes, como se a partir de uma determinada idade tudo lhes fosse permitido, tudo lhes fosse desculpável, estando a maior parte deles (idosos) convencidos que a idade (é um posto) lhes dá a legitimidade de tudo fazer, dizer e agir como lhes dá na real gana.
Ora eu não penso assim. Uma coisa é termos respeito, uma maior tolerância e muita compreensão seja pelo seu percurso de vida, seja por aquilo que significam para nós. Outra é fecharmos os olhos e permitirmos, faltas de respeito, atitudes erradas abusos de confiança, sem nada dizermos, ou fazermos. Para isso não contem comigo. Se sendo eu adulta esperam de mim uma determinada dose de responsabilidade nos meus atos, eu sendo adulta exigo aos mais velhos do que eu que essa responsabilidade seja ainda maior, tanto nas suas palavras como nos seus atos.
Detesto aquele encolher de ombros acompanhado de um "Ó...coitado!" isto partindo do princípio que estamos a falar de idosos na plenitude, graças a deus, do seu raciocínio mental e físico. Como é evidente, quando e se falamos de idosos doentes a qualquer nível, outro galo canta, mas não é desse caso que falo aqui e agora.
Falo de alguém (meu pai) que pela enésima vez nesta vida errou comigo, abusou da minha confiança, traindo-a e agora tal e qual como os advogados do diabo fazem, inverte o ónus da culpa em direção a mim e ainda tem a distinta lata de se dizer ofendido nos seus sentimentos (sim, porque ele tem sentimentos, eu não...). Mas o enredo adensa-se ainda mais um pouco e torna-se ainda mais interessante quando há dias me liga a minha mãe que me queria pedir um favor:
 
"Que peças desculpa ao teu pai..."
 
"Ahahahahahahahahah...Eu?! A Mãezinha está a falar a sério?! Eu?! Eu é que tenho de pedir desculpa ao meu pai? Não, Mãezinha, se há alguém que é suposto pedir desculpa é o meu pai, a mim, além disso terá de ser homem o suficiente para assumir a consequência dos seus atos.
Passei toda a vida a pedir desculpas ao meu pai, quando devia e quando não devia, por mim, pela minha irmã, por si, ou por amor a ele, ou pelas netas, mas esse tempo chegou ao fim estou cansada de encolher os ombros e pensar "deixa lá Suri, se calhar não foi tão grave assim, se toda a gente te diz para perdoares, às tantas a má és tu, talvez esteja na hora de perdoares". Chega Mãezinha, gosto muito do meu pai, não esqueço tudo o que ele significa de bom para mim, amo-o muito, mas o erro foi cometido, a única coisa que peço é que ele o assuma e seguimos em frente, mas não tenho expectativa nenhuma que isso aconteça, tive de esperar cerca de 43 anos para ouvir o meu pai admitir uma vez na vida que tinha errado comigo, não tenho qualquer esperança que isso volte a acontecer nos próximos 43..."
 

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Saudades minhas?!























Ou nem se aperceberam de nada?!
É o mais certo...anyway, desde ontem de manhãzinha que o sr. bloger não me deixava entrar na minha própria casa e apenas isso explica a minha ausência.
Aparentemente resolvido o problema, cá estou eu e a normalidade será retomada dentro de momentos!
Deixo-vos um conselho de beleza da Audrey que estamos sempre a tempo de pôr em prática, basta querer!

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Ainda a Amizade



 
Texto escrito por mim algures em Março de 2011


Os dedos das minhas mãos chegam para contar os meus amigos...mas o que eles valem para mim não se conta a ninguém!
Cresci tendo por melhor companheira a solidão, a minha melhor amiga era uma árvore que se espreguiçava no jardim da minha escola. Empoleirada nos seus ramos contava-lhe os meus segredos e era neles que muitas vezes procurava o aconchego de um abraço. O seu tronco era tão largo que tinha um "falso oco" onde muitas vezes brinquei sózinha "às casinhas" e aos "médicos", eu era o doente e o doutor, queixava-me e depois prescrevia a receita, a minha caneta era a caruma que caía dos pinheiros.
Durante longos anos a minha sede de ter um amigo, fez-me beber por várias vezes água das fontes erradas e muitas foram as vezes em que a água me soube a vinagre.
Não foi fácil crescer.
Hoje, já na curva da idade, continuo a achar que valeu a pena tudo o que sofri.
Quando estamos juntas o som das nossas gargalhadas lembra-me o som da água de uma nascente fresca e cristalina e fico feliz, tão feliz...
Ainda vou visitar a minha amiga a árvore, hoje está velhinha, já não subo aos seus ramos, mas encosto-me a ela ou será ela que se encosta a mim?!
Há dias, contava-lhe eu muito contente, que já não brinco sozinha e posso jurar-vos que a ouvi dizer-me:
-"Que bom estou tão feliz por ti!"
Sorri e fechando os olhos agradeci-lhe os anos de companhia.
Já me vinha embora quando senti uma brisa suave, doce e algumas folhas cairam, afagando-me o rosto.
Era a forma que ela tinha encontrado de me beijar.

sábado, 15 de Novembro de 2014

Quem não teve uma amizade assim?!





Eu avisei que te ia roubar...

Lembrem-se a felicidade está nas pequenas coisas, nos pequenos momentos...certo?!
Bom fim de semana!

sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

A Manter Debaixo de Olho Deles

VALENTINA ZELYAEVA


 



 




 







 
 
 

Entre Nós

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi esta música na rádio, lembro-me de me ter emocionado, lembro-me de a ter ouvido tantas vezes que acabei por deixar de a conseguir ouvir e sei que ontem, alguns anos mais tarde, a voltei a ouvir e me emocionou como no primeiro dia.
 
 
James Blunt
You're beautiful
 

A Manter Debaixo de Olho

DOUG PICKET